A La Gloire Du Grand Architecte De L'Univers
Rito Escocês Retificado

O Traje e os Paramentos do RER

O Traje e os Paramentos do RER

10 de fevereiro de 2018

Carnaval

O Rito Escocês Retificado, tão antigo e tradicional, conserva os costumes ritualísticos do século XVIII, especialmente os encontrados na França, Alemanha e Inglaterra. Uma reunião da Ordem dos Franco-Maçons, naquela época, significava de fato uma ocasião honrosa e singular, muito diferente de um colóquio qualquer, por isto, a vestimenta aplicada aos membros era nada menos do que o traje formal. Além disto, é preciso observar a qual qualificação de membros está destinado o Rito Escocês Retificado, ora, pois, na tradição, ele é feito para reunir em si a camada mais capaz de produzir elevadas ações rumo ao progresso do próprio Homem e da Humanidade, por isto, e ainda mais especialmente, pela alta sacralidade de seus mistérios, suas fileiras eram destinadas aos nobres, aos intelectuais e aos sacerdotes. Daqui surge uma de suas caracterizações, a de um rito “de Reis e Sacerdotes”. Por consequência as vestes ali encontradas eram sempre as mais finas e bem conservadas. Ora, pois, isto também está em alinhamento com as operações realizadas pelo rito, que prima pela máxima obra, pela purificação, solidez e ornamentação, como bem revela a determinação do Ouro como cor e metal principal do rito.

Modernamente o traje social aplicado pelas organizações maçônicas, e adotado sempre pelo rito é o seguinte: sapatos, meias, calça, cinto, gravata cumprida e paletó pretos, e camisa de mangas longas branca; todos lisos, sem quaisquer bordados, desenhos ou distinções. O uso do colete é facultativo. Acessórios como abotoaduras, pingentes, prendedores de gravata, relógios de bolso, entre outros, são permitidos desde que em conformidade com a ocasião, devendo sempre cada membro respeitar a sobriedade do rito. São permitidos, aos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa, que usem suas alianças de ouro. Balandraus são absolutamente proibidos.

Além da veste base para todos os membros, cada irmão utiliza o paramento ritualístico adequado ao seu grau e a sua função na loja. Todos estão sempre trajados do avental, a verdadeira veste dos franco-maçons e incondicional exigência para ingresso em loja. Para os Aprendizes, um avental de pele de cordeiro, branco, sem apliques ou bordados, de base quadrada perfeita, com abeta triangular, levantada por sobre o abdomên tocando o centro do peito. Para os Companheiros, o mesmo avental dos aprendizes, com a abeta dobrada para baixo, tendo por baixo desta uma faixa azul que circunda o corpo, cingindo os rins, perfazendo um laço abaixo da abeta e tendo suas pontas desfiadas pendentes pelas laterais do avental.

Para os Mestres, um avental de pele de cordeiro, branco, de base quadrada perfeita, com abeta triangular dobrada para baixo, sendo todo debruado de fita azul. Originalmente sem qualquer outro aplique, no Brasil foi convencionada a adoção de três rosetas azuis, uma ao centro do triângulo da abeta, e duas nos cantos inferiores do quadrado da base, formando entre si um triângulo. Ainda duas fitas azuis verticais, nas laterais, saindo por debaixo da abeta e tendo pendentes de si, cada uma, sete borlas em ouro. No Rito Escocês Retificado não existe a figura do “Mestre Instalado”, motivo pelo qual, na origem, não há um avental atribuído a esta classe de membros, no entanto, em adaptação ao cenário moderno fora implementado um avental igual ao do grau de Mestre Franco-Maçom, substituindo as rosetas por Réguas Duplas de Traçar, nas mesmas posições; e, ao centro, o esquadro, símbolo do posto de Mestre da Loja, tendo pendente de si a Quadragésima Sétima Propositura de Euclídes, por sua vez ornado de louros – Neste caso, todos os apliques são feitos em ouro.

Todos usam luvas brancas, sem manchas, bordados ou costuras. Todos usam espadas, em conformidade com as especificações do rito, que são, em resumo, de lâmina reta, com guarda igualmente reta formando uma cruz com o cabo, e com suas 3 pontas da base em trevo; em seu tamanho total esta deve ser grande o suficiente para tocar o chão quando apontada para baixo. Por costume os irmãos utilizam um porta espadas, como um segundo cinto, posto abaixo do avental, ficando a espada pendente pelo flanco esquerdo. Todos portam seus chapéus de três pontas, sempre de lã negra, com borda em ouro, e roseta azul na lateral esquerda, cores de distinção do rito na jurisdição do Brasil. Os Aprendizes e Companheiros o portam, mesmo que só os Mestres o usem efetivamente conforme o costume, a estes, no entanto, existe procedimento específico de manuseio e porte para seus chapéus. Não existe “faixa de mestre” no Rito Escocês Retificado, sendo o avental a única identificação vestuária de cada grau.

          Que a Ordem Prospere!

          Sincera, e fraternalmente, Eu Sou,

 

BAI Matheus Rodriguez Bento Corrêa De Noronha – MI

(i.o.) Eques Leo ab Occident – CBCS/ SI

 

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